terça-feira, 12 de janeiro de 2021

O Sonho da Ponte, gira gira e segue!

 


Pra começo de conversa, você não tem ideia de quantos desertos, vales, dunas, rios, mares, estradas, ruelas, becos atravessei até poder retornar aqui.

                                                      *

 

Uma década e uma ruma de dias foi o tempo que ficou para traz, um tempo de outros encantos e tantos outros desencantos. 

O fluxo da vida me fez seguir, pude deixar janelas e portas abertas para que o vento soprasse e com sua força e vitalidade pudesse girar a roda  com firmeza, propósito e alegria. E  seguindo a música do momento,  pude ser convidada a regressar aqui: no Sonho de uma Ponte!

 

Ponte que teve um sonho interrompido bruscamente, que foi mal gestado mas que foi intensamente vivido.

 


Podia ser a história das Pontes de Madison County ( de Robert James Waller, que virou filme com o glorioso Clint Eastwood e a fabulosa Meryl Streep - um filme que faz um elogio ao amor e à vida, nem sempre duas coisas conciliáveis) , mas foi maior e evoluiu com outros tons e cores...afinal não  era um sonho! 

O bom da vida chega inesperadamente através do chamado, do desejo, foi assim que você apareceu, Sonho de Ponte e assim novamente pude reencontrá-la.

*
                                    

               Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás para atravessar o rio da vida. 

                         – Ninguém, exceto tu, só tu. ( Friedrich Nietzsche)


                                *

E eu dancei e girei sobre você, lá de cima alguém me observava, lá   embaixo a mãe d'água emanava vibrações : "Você sobreviveu, passou por desertos, feriu-se e feriu outros, curou-se e cura outros, segue em frente mulher! Você pôde voltar e se banhar nessas águas, pôde provar sua força, sua fé de raiz e sua feminilidade."

                        


                                              Dance sobre a vida

                                              Dance com alegria

                                              Dance a dança do Amor.

                                         O que passou ficou do outro lado.

                                         Essa ponte tem início e final.

     Como as histórias encantadas, bem contadas, mal contadas ou não vividas. 

O feliz para sempre foi no instante, que por ser efêmero se esvai como espumas ao vento.

                              Atravessei, dancei , respirei e fiz o caminho de volta.

        Aquela ponte saiu do tempo de Maia e volta para o tempo de Sansara, concorda meu querido fotógrafo que vê além do que sentimos?

                                                    😀

*( Crédito das fotos e filmagens de Radson Jordão, um ser de luz que sabe registrar seu momento de forma esplêndida. Sigam-no intagram: @radjordao.)

                                            Dezembro de 2020

 

Um balde de saudade no sentir




 Setembro de 2020, uma primavera tão aguardada mas que na verdade o que mais queríamos era o fim de um vírus que nos paralisou e nos encheu da mais pura saudade, que já não era uma saudade mas a falta de tudo...do bem querer, do filho que foi pra longe, das amigas e um café, da mochila e pé na estrada, e de tanto esvaziar o balde e enchê-lo de volta ganho de presente esse poema que me fez arrepiar e lavar a alma com mais lágrimas...Só posso deixar registrado aqui o seu bem querer e desejar que um dia o balde de saudades entorne de vez e todos possamos ser mais felizes, infinitas vezes.

                                 É sentir

                                          Tua saudade
                                            me acordou
                                            animado.
                                          A felicidade

                             me abordou

                                             em estado...

                                           Que já te quero

                                            sempre soube

                                           de muitas formas.

                                            Há tanto espero

                                            mas agora houve

                                            de abrir a porta.

                                             É só chegar

                                             do seu lugar

                                              pra me amar.

                                             É só voltar

                                             pro seu lugar.

                                             Vou te amar!

                                             A felicidade

                                             é um estado.

                                             A felicidade

                                             nos mudou.

                                             A felicidade

                                             tem mudado.

                                             A felicidade

                                              se encontrou.

                                              (Pedro Aldair)

               



          

sábado, 9 de janeiro de 2021

Ser infinito num universo tão vasto, bonito e poder sonhar !





                                                    (foto tirada por @radjordao)


                                                                                            Que é isto que aperta meu peito?
                                    Minha alma quer sair para o infinito ou a alma do mundo quer entrar em meu coração?
                                                                                                       Rabindranath Tagore
                 

 Uma Imagem que simboliza o final de todo um tempo que passei desde quando começou a pandemia,  quando fui buscar o lugar que um dia me trouxe conforto e uma conexão tão forte com o divino, esse processo de mergulho  e  estado de descoberta só foi possível depois de dias intensos de muito recolhimento e meditação. Importante descobrir onde minha alma encontrava paz e aconchego, logo me via aqui, nas margens desse rio que corre paralelo ao mar até chegar a sua foz e ser uno. 

Poder chegar aqui já no final do ano foi um presente pra lá de especial, sonhei todos os dias com esse momento, desejei com todas as minhas forças voltar mais uma vez, nem que fosse a última e por graça do destino realizei meu sonho e o melhor : acompanhada por um ser de luz que, enigmaticamente, pode registrar com sua super câmera, esse momento. Diria que foi mais que um registro ao acaso e sim uma sensibilidade extraordinária de captar o momento certo onde o que parecia uma brincadeira com os movimentos da água, eram tão somente o meu instante de agradecer por estar ali...cá dentro minha alma chorava com a mais pura emoção, cá fora era pura alegria que não se continha de tanta euforia e o registro foi feito, sim aconteceu! Alguém em um plano superior viu também, pois lá estava a luz e a imagem a brincar com a infinitude que é essa vida... Em total êxtase pude me distanciar do sonho realizado, nele estavam contidos as tantas noites mal dormidas e os tantos dias de choro intermitentes...como escreve Clarice Pinkola: 

"Desde o início da história as lágrimas cumpriram três funções: chamaram os espíritos para o lado de quem chora, afastaram os que queriam abafar e amarrar a alma pura e curaram os males decorrentes de pactos infelizes. Há épocas na vida de uma mulher em que ela chora e não consegue parar de chorar e, mesmo que tenha o auxilio e o apoio dos seres amados, ainda assim chora. Algo nesse pranto mantém o predador afastado, mantém longe a vantagem ou o desejo mórbido que irá destruí-la. As lágrimas fazem parte do conserto de rasgos na psique pelos quais a energia vinha vazando sem parar. A questão é séria, mas o pior não ocorre - nossa luz não é roubada - porque as lágrimas nos tornam conscientes. Não há a menor chance de se voltar a adormecer quando se está chorando. O sono que nos chega nessas circunstâncias é apenas repouso para o corpo físico(...).

Algumas mulheres ficam assombradas com a quantidade de água que seu corpo produz quando elas choram. Isso não irá durar para sempre, só até que a alma considere terminada sua sábia expressão.(...)" 

                                      

Creio que consegui fechar um ciclo que um dia comecei à beira desse rio, local que sempre voltei em busca de harmonia e respostas...me sinto curada, com os rasgos da psique fechados e uma energia pra lá de forte! No peito ficou aquela sensação leve de dever cumprido, na mente aquela lembrança boa de algo tão essencial ter se encerrado de forma tão iluminada e no corpo as marcas de algo que chegou, passou e foi embora, retroalimentando a boa energia que fora trocada durante todo o processo.

Hoje só agradecer a esse querido amigo que como um cometa passou pela minha vida, numa rapidez estonteante mas que marcou muito, e de forma belíssima me presenteou com essa imagem que compartilho com vocês...de mim para o mundo.

Gratidão Radson Jordão, sua estrela é seu guia e um dia ela cruzou nos céus com a minha estrela, um encontro de almas mesmo que momentaneamente! O mundo nos pertence e a vida não para! Infinito será nossa vida!


                                    "A água é potável
                                     Daqui você pode beber
                                     Só não se perca ao entrar
                                     No meu infinito particular
                                  Eis o melhor e o pior de mim (...)"

                                                       Era dia 12/12/2020

2020 - O ano que não cabe em lugar algum

 



O ano passou e com ele também se foi o desejo de escrever, interagir com ideias e palavras, nada foi registrado de tão submergida nos afazeres de um tempo que já não havia o que inventar.  

Vamos então de retrospectiva de tudo que foi vivido, experenciado, transposto e superado:




Janeiro trás o ar de verão com a esperança de um universo de novas possibilidades, as vezes penso que era o mês que devia chamar esperança+promessa = Espemessa! Juntamos tudo que queremos mudar e acrescentamos aquela dose de boas novas...e plantamos mais sonhos e expectativas, novo trabalho, novo amor, viagens, mudar o cabelo, emagrecer, ganhar mais dinheiro e lá vai a lista de prioridades...e não foi que comecei um outro trabalho com Arteterapia, aquele gozo com as novas conquistas e possibilidades! SIMBORA fazer arte começou com todo gás...



Veio Fevereiro e fomos homenagear a Rainha das Águas, era preciso pedir a benção a mãe d'água "Odôiyá"!

(Pintura em tela de Lilian Moraes)


E logo chegou a maior festa de todos os tempos, quando nossa cidade só respira alegria, musicalidade, folia, carnaval...e vamos pra rua festejar, sem saber o que nos aguardava fomos sim atrás da banda e nos aglomeramos a sorrir e a cantar, “ eu sou o carnaval em cada esquina do seu coração menina...” no fundo sabíamos que era uma boa e longa despedida! 

                             



Março chegou com a trágica notícia de um vírus que parou o mundo e no meio de cada susto fomos aprendendo a viver presos em casa,  medo e  tristezas, ausências, perdas...onde foi que nós perdemos?

 


Paramos projetos, sonhos, planos...nossa vida passou a ser controlada, não sabíamos de nada mas o medo imperava, passamos a saber do outro e de tudo através da tela, do vídeo, as famosas lives...inventando cuidados, recolhendo as asas cortadas pois o voo não era possível, os abraços foram proibidos...e mergulhei no que podia fazer para ajudar a salvar pessoas: máscaras faciais!

Como costurei, dias e dias na máquina a tentar levar esperança e proteção para cada pessoa que eu conhecia e num piscar de olhos éramos um exército de pessoas a produzir...


O tempo virou um tic-tac infinito, sobrava e faltava o que fazer...

                                                                                  "De que são feitos os dias? 

                                                                                    De pequenos desejos, 

                                                                                    vagarosas saudades, 

                                                                                     silenciosas lembranças” ( Cecília Meirelles)


O coração respondia que SIM, tudo ia passar mas a razão puxava para o mundo real e eu só observava, refletia e chorava em silêncio por dentro...já não suportava ouvir notícias, o mundo chorava seus mortos, a contagem se tornou incessante e nossa alma sofria a cada tragédia que se anunciava, mesmo assim a barricada foi  montada eu e eles, meus meninos de ouro, se cuidavam, me cuidavam, nos cuidávamos...
Esse foi o panorama:

A LONGA ESPERA 
  
Um vírus que surgiu para mostrar ao mundo que nós seres humanos precisávamos mudar de atitude: com a natureza e conosco, um vírus que nos separou de quem mais amávamos, fechou templos, praias, estradas...era preciso se recolher e cuidar do corpo e da mente.

Urgente se fez no olhar para dentro e buscar sua força, foi esse o meu mergulho, preces, meditação, silêncio e cuidado com o outro que mesmo distante ouve sua voz e se alegra:




Assim se passaram os dias, semanas, meses.
O ano chegou ao final....estávamos exaustos, estressados, tristes mas com um eco de esperança na perspectiva da ciência vencer a ordem geral das coisas, pesquisas estão a caminho da cura de um vírus que causou um grande terror no mundo...pessoas partiram sem poder dizer adeus, outras sumiram sem poder dizer onde estavam e a maioria corre e se esconde de um inimigo invisível chamado COVID 19.


2020

O ano que jamais esqueceremos!








Viver ou esvair o instante


                                                





Quando o pensamento voa e encontra eco no que se lê ao acaso da vida...e o que é a vida não é um constante morrer a cada instante....e de morte em morte, entre finais e mais outros tantos momentos juntamos a vida...

"Às vezes, penso que eu se fosse uma magnólia, iria querer ser um laranjeira; se fosse um águia, iria querer ser um cavalo; se fosse um quadro, iria querer ser uma fotografia. Esqueço-me que devo ser o que sou. Pela evidência de ser o único que posso ser, só quando gostar disso é que posso sentir e passar felicidade. Fico a pensar que perdemos tempo demais em querer dar laranjas, em galopar velozmente ou em ser o clarão de um instante supremo. Cada qual deve acabar por pegar a própria vida nos braços e beijá-la"

A morte absoluta
Morrer.



Morrer de corpo e de alma.
Completamente.

Morrer sem deixar o triste despojo da carne,
A enxague máscara de cera,
Cercada de flores,
Que apodrecerão - felizes! - num dia,
Banhada de lágrimas
Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte.

Morrer sem deixar porventura uma alma errante...
A caminho do céu?
Mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu?

Morrer sem deixar um sulco, um risco, uma sombra,
A lembrança de uma sombra
Em nenhum coração, em nenhum pensamento,
Em nenhuma epiderme.

Morrer tão completamente
Que um dia ao lerem o teu nome no papel
Perguntem: " Quem foi?"...
Morrer mais completamente ainda,
- Sem deixar sequer esse nome. (Manuel Bandeira)

                                                        OUTUBRO DE 2019



terça-feira, 22 de outubro de 2019

Ser Poeta

 

 Já faz tanto tempo que não passo por aqui...mergulhos que não registrei, uma submersão que me deixou ausente e que agora vivendo outra fase e provocada diariamente por esse poeta que lhes apresento, Pedro Aldair, uma figura que me faz ler e sentir a sua poesia por um outro viés...no dia dos poetas recebi esse presente dele e resolvi compartilhar aqui, que sejamos também tocados pelos deuses!

O que é ser poeta?

É ser tocado pelos deuses
e 'inda assim sentir-se
nada mais que humano,
e muitas vezes, ao rés
de um desejo antes do plano.

É beber do graal da loucura,
e 'inda assim centrar
todas as vozes
e sorvê-las em doçura.

É cair num poço sem fundo,
e 'inda assim se alar
de toda imaginação
e aí, flutuar para outro mundo.

Em síntese, é não ter juízo.
E 'inda assim ponderar os extremos, inícios e finais.
E aí, viver sabendo-se igual a todos,
ainda que diferente dos demais!

É discorrer no infinito,
ainda que sozinho,
ainda que a voz falhe,
ainda que fique cego,
olhar para o vazio e dizer:
Que bonito!

E aí, não falo de mim.
Porque o poeta é um expurgar-se de si
para o outro sem o conhecer
e 'inda assim sê-lo até pelo avesso.
É tudo que desejo ser,
mas sou apenas um velho travesso!
Pedro Aldair


terça-feira, 2 de janeiro de 2018

QUE NUNCA NA SUA VIDA...




Ontem iniciamos mais um ano, alias um novo ciclo nessa vida atual, onde podemos ter a chance de traçar planos, rever o que foi bom e o que não deu certo e assim mais uma vez tentar ser feliz...assim chego no dia de hoje e recebo de presente esse texto de um escritor português, ele diz tudo que eu quero desejar para mim, para você, para todos que amam...uma linda e verdadeira mensagem para 2018...QUE...
                                                  Que nunca te doa o beijo, que nunca te doa o abraço.
 Que nunca te falte um “bom dia”, um “olá”.
 E um “amo-te” e um “quero-te” e um “preciso-te”.
Que nunca a tua voz se canse de se erguer, que nunca a tua mão se canse de acarinhar.
Nunca.
Que nunca o teu medo te impeça de andar, que nunca a chuva te obrigue a fugir.
Que nunca deixes de gritar se te apetecer gritar, que nunca deixes de cantar se te apetecer cantar.
Que nunca te deites debaixo de quem te paga só para teres um salário, que nunca pises a quem
pagas só porque és tu quem lhe paga.
Nunca.
Que nunca te arrependas de querer melhor, que nunca te castres de recusar pior.
Que nunca te fartes de aprender, que nunca teimes no que não podes vencer.
Que nunca o sonho te pareça grande demais, que nunca um choro se te afigure eterno, que nunca a
dor magoar te pareça moderno.
Nunca.
Nunca evites a palavra que tem de ser dita, a violência que tem de ser maldita.
Nunca feches a porta a quem te pede, nunca enchas de murros quem te cede.
 Nunca.
Diz nunca ao hipócrita que te diz “vem”, ao sacana que te pede a mão.
Diz nunca.
E que só por uma vez te canses de viver.
Nunca.
in "EU SOU DEUS" de Pedro Chagas Freitas


terça-feira, 10 de outubro de 2017

VEM

O abelhudo e a exibida 
                       ou o pintor e sua obra




Me encanto quando me invade assim
Meio sem jeito, meio faceiro mas contido
E te decifro no meu corpo
E te encontro nesse sorriso
Não pode me conter
Assim me vejo no seu olhar
Faceira, brejeira, com desejos
Faz isso comigo
Me desperta de um sono
Ou será sonho?
Nos bolimos...me bole e eu te bulo
Nossos códigos são infinitos
Vc me expia e eu te vejo
Eu te olho e vc desperta
Assim nosso plá...um eterno gozo em busca de algo
Saciável?
Talvez!
O pintor faz sua obra a obra é do pintor
Ele leva ela consigo e ela traz ela pra ele.
Vem que te quero!
Meu olhudo contido...te abraçarei com sorrisos infinitos e desejos guardados.
VEM!


sexta-feira, 2 de junho de 2017

Um poeta e sua mãe

Maio ficou para traz mas não poderia deixar de registrar o presente mais sublime que recebi do meu poeta amado,  meu filho mais novo!  Ele  aos poucos ensaia mostrar suas produções, sua expressão através das palavras rimadas, ritmadas, poderosas no momento da explosão do sentimento...pra mim a mais pura emoção, uma revelação que a tanto ansiava e chegou assim inesperadamente.
E ai filho te respondo assim:

Ah se todos os dias fossem como aquele que te peguei pela primeira vez no colo,
Problemas haviam aos montes mas naquele instante era eu e você.
Seu tempo era mamar, dormir e dengos
Seu ressonar e choro indicavam sentidos
Aos poucos crescia e cada despertar era só alegria e o mais puro carinho
Adorava um dengo meu, dos seus irmãos e do seu pai
E como era dengoso!
E amoroso!
E companheiro!
Se aninhava em meus braços e dizia: não vou crescer nunca!
Quero sempre esse colo!
Mas o sr.tempo nos roubou a idade 
E você cresceu...e já some nos meus braços e abraços.
Hoje quem pede colo sou eu...
Hoje quem pede dengo sou eu
Assim é a roda da vida
Uma hora somos mãe, uma hora somos filha
Até que se cumpra a grande passagem.
                 Te amo pra sempre filho amado!



Para você...
Ah, se todos os dias fossem como aquele tranqüilo mar,
Longe dos problemas, só com vento a nortear.
Se sua maior dor, fosse só a de parir,
Se fosse simples assim, que nem uma rosa a florir.
E se de repente, um dia eu percebesse, que todo dia é seu dia,
Um filho mais amoroso poderia ser,
Sustento de minha existência, eterna companhia.
Mãe, amiga, irmã, por vezes filha pouco sã.
Trilhando o asfalto urbano,
Lutando por um pouco de sono,
Mas logo mãe, tudo se acerta,
A esperança é sua neta,
E a saudade minha companheira.
Utopia seu eterno menino,
Brincando no jardim a vida inteira.
Por ora, vou voando,
Espiando cada espaço,
Nunca esquecendo, do descanso de seu abraço,
Gestou-a mim, ligada por um laço,
E como todo,
Às vezes aperta,
Às vezes solta,
Hoje estou na lua,
Mas logo, logo estou de volta.
Com amor,
Seu filho.

Gabriel ( Presente do Dia das Mães, maio/2017)

sexta-feira, 5 de maio de 2017

INOMEADA

Quando o que se sente não pode ser nomeado
Quando o que descobrimos não tem nome
Quando o fogo que queima jamais será apagado
E você procura na sua vida nômade
Aceitar que dentro há vida
que mesmo que se negue ela pulsa
explode!





                                                      "Extrema, toco- te o rosto. De ti me vem
                                                       À ponta dos meus dedos, o ouro da Volúpia
                                                       E o encanto glabro das avencas
                                                       De te me vem.
                                                       De mitos e de águas:
                                                       Inaudita
                                                       Extrema, toco-te a boca
                                                       Como quem precisa
                                                       Sustentar o fogo
                                                       Para a própria vida
                                                       É úmido de cio, de inocência
                                                       É a saudade de mim que me condena
                                                       Extrema, inomeada, toco- me a mim
                                                       Antes, tão memória
                                                       E tão jovem agora. ( Hilda Hilst)

Março de 2017...chegada de algo especial!

DESEJOS...LAMPEJOS...FESTEJOS!

De janelas entreabertas descobrimos as tantas possibilidades de respirar o ar puro que vem do além mar
Saindo da concha  por tantos dias, meses e horas...

     Uma paz e a boa sensação de liberdade tão esquecida!
       ver a luz com outros olhos
sentir novos aromas 
      arrepiar a pele ao toque
           viajar numa outra sintonia
 saborear novidades
                               e abrir-se para a infinitude de acasos.
A paisagem é a mesma mas o querer mudou...
mudou o olhar 
mudou o sentir!
E toda a frieza se transfigura em ondas de boas vibrações
novos sonhos
     outras sensações!
Eterno festejo de tudo que era metade e volta a ser inteiro.
Sim: Festejos
                        Lampejos
                                       Desejos...
A vida segue seu moço...aqui nos trópicos de novos quereres!

E QUANDO...




,                                                              FLANANDO EM ESSEPÊ                                                           ...