domingo, 25 de maio de 2014

Mesmo em sonho...ir a Chocas!


Hoje também Cota sentiu muitas saudades  de Chocas...um lugar para se viver até o último suspiro...como ela gosta de sonhar e desejar, sonhou e desejou estar lá com Migo!
Onde está Migo?
Vamos Migo para Chocas?
Uma praia no Norte de Moçambique, na Província de Nampula...lugar de grande tranquilidade, onde até o vento tem preguiça de soprar...onde as conchas brilham tanto que você pensa que encontrou o tesouro de Ali Babá...
tomar banho nas águas do Indico e deitar sem tempo para ir na areia branca de  rara beleza...




                                   Tempo...tempo...tempo...assim vão se passando as histórias da vida, assim 
                                                         Cota percebe as tantas
                                                 viradas  que lhe aconteceram
                                                                     e de viradas em viradas...
Novas e fortes experiências...
Lá vai um tanto reflexiva...
Um desejo real perdura
Inalcançável e inatingível?
Só sentindo para saber
Gosto mesmo é de caminhar sozinha.
Já tentei mudar e me obriguei a ser diferente,



O resultado foi quase um acidente
Fato é que: não se muda uma essência.
Às vezes acontece um milagre
Nem sei,
Detesto que me decifrem,

me oprime, me causa aflição
Que me comparem
E que idealizem a minha felicidade.
O silêncio faz parte da minha vida
E gosto de ser assim...
Não acredito mais em grandes mudanças


Dar satisfações, ter horários a cumprir
E vínculos que aprisionam o compartilhar...
Quero ser eu e as minhas peraltices.
Hoje não quero nada!
Talvez aquietar as dores da alma,
Reverter o meu lado negro e emanar luz...
Não ansiarei pela outra metade,
Nem desejarei uma lista de expectativas.
Talvez esteja um tanto pessimista
E o peito esteja um pouco apertado.
Se é para desejar mudanças,


Que elas venham de mim.

Que esse grande amor que guardo comigo
Possa finalmente se expandir
Até ti...
E perder-se.

Amor tão grande


Dia de celebrar o nascimento do meu primeiro filho, há tempos atras, o melhor é nem contar...e só lembrar
do primeiro afago...
da troca de olhares 
                mãe e filho ao colo
das primeiras mamadas...(como doíam...onde estava a beleza de tal ato?)
fraldas, noites mal dormidas e um amor tão grande que não cabia em lugar algum...
assim foram os primeiros dias...os seguintes e lá se vai anos!
           Dan, com você aprendi a ser mulher, mãe, filha...
                       Obrigada por ter me escolhido entre tantos amores vir até nós!
           O estado é de 
                                 FELICIDADE 
                                                 a maior palavra de tão grande e eterno amor!

                  

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Ao retorno dos sorrisos

                                           "Existe uma Bruxa dentro de cada uma de nós."

Nestes dias de sorrisos e lágrimas, de beijos e despedidas, de libertação e frustração, de retornos e desencontros, de  futuros (in)certos...de um presente que insiste em querer voltar ao passado, busco por você que um dia me deu sua força de mago/feiticeiro...de amor e tantos cogumelos no jardim...
                                                                               de

Felizes Acasos
                                                           de
                                   Acasos nem tão felizes. 
                                                                          Alguns assustadores. 
                                                                                                  Felizes olhares, Abraços, saudades...



E a vida segue seu rumo, para correr por outras veredas.
                                                                                     Seguiremos...!

Dói. Ainda dói!

- Banho de sal Grosso,leituras de búzios, mapa astral, incenso de rosas e cravos, 
                                      abraços dos amigos... 
                                                                 E o retorno dos sorrisos.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

De quantas despedidas cabem um coração?


Um dia um adeus
Você indo embora
Quanta loucura
Te ver partindo
Chovia lá fora
A cidade se derretia
E você tentava me falar
Em um novo encontro
Sabia que aquele seria o ultimo
Findo sem fundo


Fiquei remando entre águas
Por dentro passava um oceano de lágrimas
Por fora mais tristeza lastimava
O tempo passou...
Passou
E nunca mais te vi
Te olhei
Te amei
Hoje um eco sem som
Foi o que sobrou
Daquele amor
Que nos fez jovens
Que nos fez sonhadores
E que deixou lembranças em algum lugar perdido da memória
Talvez quem sabe nas nossas caixas secretas
Quem sabe possamos abri-las um dia
E mostrar ao mundo
O que vivemos
Do quanto nos amamos
E o quanto sofremos por não podermos estar mais uma vez
Juntos!
Hoje... dia para lembrar...chorar...sorrir e se despedir de novo!
De quantas despedidas cabem num só coração?




terça-feira, 20 de maio de 2014

É o AMOR, e não a VIDA, o contrário da MORTE

Semana de falar de amor e liberdade, amor e desapego, amor e saudades...amor e despedidas!
                                                      Cota se despediu de Migo.
                                                                                      Migo não gostou,
                                                       Deixou Cota triste...
                                                                  Um dia aceitará o que ela lhe disse!
                                      Afinal sentir raiva faz parte da loucura da vida...
                                        Como escreveu a poetisa (Madalena Almeida Ribeiro):
"Você deve estar com raiva
 Louco foi quem não sentiu
 É normal querer vingar-se
 Mas o louco resistiu
 Transformou o que sentiu
 O bom não quer o mal do mau
 O bom quer bem a ambos
 Seja ele um louco dentro
 Ou fora do normal
  Mas enfim não é o final..."


                          Maio faz isso com muita gente, talvez por ser o mês consagrado aos enlaces
                          mês das noivas, mas também de Marias e de tantas Anas
                                                                                                        Mudanas
                         Mudanças sinalizadas no tempo das chuvas.
Início de frio nas bandas de cá, como também o mês que antecede o meu nascimento, enfim...nos deixa mais suscetíveis a buscar tanto entendimento e compreensão do que já trazemos dentro da gente e não sabemos...das mortes e vidas que passamos quando nos permitimos ir ao encontro do outro.

E como o universo nos traz sempre o que buscamos, me chegou esse trecho de um livro de Roberto Freire, "Coiote", escrito em 1986. Um diálogo de Rosário e Rudolf Flugel:
"Rirmos. Um riso tenso e angustiado. Simultaneamente nos achegamos mais ao foco da luz. Para isso tivemos de trançar nossas pernas, umas sobre as outras. A mancha vermelha ficou limitada ao pequeno losango que elas formavam.
- Eu tenho uma teoria sobre o amor, a vida e a morte. Se você me ajudar posso tentar explicá-la.
- Eu não tenho teoria alguma sobre o amor, a vida e a morte, Rosário. Gostaria de acreditar na sua.
- Cada pessoa precisa encontrar toda a capacidade de amar dentro de si mesma, sozinha.
- Então, o amor já está pronto, todo, dentro de nós mesmos.
- Quem não tem o controle de todo o seu potencial de amor, quando encontra alguém apenas parasita o amor do outro.
- E isso não é amor...
- Não, é o contrário do amor.
- Assim, um parasita o amor do outro, para completar o amor que está lhe faltando para viver.
A mancha ficou menor. Eu subi um pouco mais minhas pernas sobre as de Rosário, conforme a mancha diminuiu.
- Cada pessoa precisa encontrar toda a capacidade de viver em si mesma.
- Então, a vida está toda dentro de nós mesmos, sozinhos...
- Quem não tem o controle de todo o seu potencial de viver, quando encontra alguém parasita a vida do outro.
- E isso não é vida.
- Assim, um parasita a vida do outro, para completar a vida que está lhe faltando para morrer...
- Cada pessoa precisa encontrar toda a capacidade de morrer dentro de si mesma, sozinha...
- Então, a morte está toda dentro de nós mesmos...
- Quem não tem o controle de todo o seu potencial de morrer, quando encontra alguém, parasita a morte do outro.
- E isso não é morte...
- Não, é o contrário da morte. E o contrário da morte não é vida."

Chegando perto de fechar esse ciclo...a celebre frase que mexeu com toda a geração de 70:
                " É O AMOR, E NÃO A VIDA, O CONTRÁRIO DA MORTE."
Morremos de amor
Vivemos por amor
Por amor enlouquecemos
Sem amor esvaziamos
Por ele morremos
Por ele renascemos..e o ciclo?
É infindo!



segunda-feira, 19 de maio de 2014

Se aquietar segundo Osho


Nas minhas buscas encontrei a filosofia de vida de Osho, a qual me agarrei nos piores momentos da minha vida...com a qual aprendi a refletir e a entender sobre o desapego, sobre a importância de amar sem posse...sobre a necessidade que temos de introspecção e silêncio.
De aquietar a mente e o corpo para assim então poder seguir em frente. Nos cursos que fiz pude aprender um pouco sobre meditar andando, dançando, pulando, liberando a energia que nos acelera, desacelerando o que nos deixa insano diante do corre corre da vida...
Deixo assim para você um pouco do que aprendi e aprendo diariamente com as pessoas com quem eu convivo, partilho e acolho na minha vida...
 
Clarice Lispector já falava disso...nem tudo podemos entender...quando ficamos em busca de tanto entendimento sobre o que está fora deixamos de nos conhecer...de nos sentir. Uma boa prática para isso é reservar um tempo sozinho...
Só,  consigo mesmo.
" A capacidade de estar sozinho é a capacidade de amar. Isso pode parecer paradoxal, mas não é. Essa é uma verdade existencial: somente aquelas pessoas que são capazes de estar sozinhos são capazes de amar, de compartilhar, de ir profundamente ao cuidado da outra pessoa, sem reduzir o outro a uma coisa e sem se tornar viciado ao outro. Eles permitem que o outro seja absolutamente livre, porque eles sabem que se o outro partir, eles serão felizes como são agora. A felicidade deles não pode ser tirada pelo outro, porque não foi dada pelo outro." (Osho na Obra "Being in love").
É isso...nada fácil, mas possível. Posso assegurar que os resultados são maravilhosos!

domingo, 18 de maio de 2014

"Okumana" de Cota e Migo - 2



O tempo passou...foi imenso o vazio que Migo deixou na vida agitada de Cota, enquanto trabalhava em seus afazeres ela lembrava dos seus olhos, das suas mãos...e desejava tocá-lo de novo, não sabia como, mas desejava! Foi um tempo grande...dias e noites, perguntas infindas sem respostas.
De tanto desejar um dia Migo retornou, buscou seu abraço acolhedor e encontrou mais e mais desejo, desse encontro surgiu uma vontade grande de ficar juntos...Migo disse a Cota que fosse encontra-lo, ela se preparou em minutos para revê-lo, de repente o relógio havia parado para que só existisse o tempo deles.


Ela lhe trouxe de presente a bebida de Baco e a Saga de Odisseus, ele delicadeza e muita curiosidade!
Entre carícias, cheiros e carinhos os dois finalmente  puderam se ver,  tocar e se sentir...no céu havia estrelas a iluminar aquele instante de puro carinho e prazer, na terra odores apimentavam o que estava para acontecer...entre suores e algumas palavras um encontro tão esperado e desejado. A música estava dentro deles, a dança também...seus corpos se uniram por mais instantes e só havia mais e mais amor para ser explorado, acariciado, sentido.
Migo tinha perguntas para Cota. Ela queria sentir o olhar dele...ambos valsaram a valsa dos amantes, ambos se buscaram e desse baile puderam vivenciar o êxtase, a glória que é se permitir estar num encontro por inteiro.
Seus corpos tremeram e gemeram ao som de cada toque...foram embebidos por suspiros...entorpecidos pelo instante tão esperado!
Migo  despediu-se de Cota dizendo que só havia em sua memória aquele instante, nem passado nem futuro...que aquele era o presente a ser sentido!

Cota emocionada deixou-se partir envaidecida por tão doces palavras, sabia que seria eterno aquele único e verdadeiro encontro. Ela viveu-o com sua intensidade de mulher que sabe amar, se entregar e estar ciente de que só se sente isso poucas vezes na vida. Seu tempo anseia lembrar de cada instante.
Já o tempo de Migo ela não sabe, imagina, mas nem tudo que se imagina torna-se real, ou é real.
No seu interior guardará para sempre cada olhar, suspiro, toque.
Sentir assim é transpor a linha que separa a possibilidade de estar feliz ou infeliz, não existe a busca e sim o real presente vivido e usufruído.
Essa é uma história que termina onde poderia ser um novo começo...ao contrario do viveram felizes para sempre...melhor pensar que foram felizes no tempo que estiveram juntos!
Talvez  esse seja o grande segredo: deixar ir com tranquilidade o que nos fez bem e só lembrar da grande sensação sentida.
                     


                

O AMOR de Roberto Freire

Há algum tempo atras conheci a obra de Roberto Freire, foi uma época de muitos questionamentos sobre como se davam as relações entre duas pessoas que se amavam e queriam estar juntas...sentava com amigas e discutíamos sobre relações abertas, apego, posse, ciúme, namoro, casamento...Simone de Beauvoir era nossa referencia, mas de tanta complexidade nunca avançamos nas ideias e conceitos, tudo muito belo mas de uma prática que exigia muito ainda ser conquistado...casamos, tivemos filhos, descasamos, casamos novamente, mas as angustias femininas ainda nos acompanham...retornei então aos meus estudos de anos atras e encontro um trecho de "Utopia e Paixão" que nos embala a refletir o que fizemos e queremos nos tempos atuais como nossos parceiros ou parceiras:
" Para nós, o conceito de amor se identifica com o de vida. É pulsação. Pulsação que só se justifica na consciência lúcida e livre do homem que visa a realização do prazer. De todos os prazeres possíveis no ato de viver , a sedução amorosa e a paixão ( que leva o prazer a dor às ultimas consequências) são ao meu ver, as únicas razões para o homem querer, por opção, continuar vivo."
E como sentir tanta paixão e não ser aprisionado? É possível amar alguém e sentir-se livre?
Freire nos dá pistas: (...)" Amor e liberdade são duas necessidades semelhantes e paralelas, uma não vai sem a outra. Assim, na sociedade burguesa e capitalista, ninguém viverá o amor inteiro e completo, simplesmente porque nela ninguém vive o minimo de liberdade que permitirá isso. Tragicamente, o ser humano se habituou a viver migalhas do amor, porque na sociedade capitalista há uma regra infalível: quem ama não fica rico."
Percebem agora a complexidade dessa pseudo liberdade?

Um poeta e sua mãe

Maio ficou para traz mas não poderia deixar de registrar o presente mais sublime que recebi do meu poeta amado,  meu filho mais novo!  El...