terça-feira, 13 de outubro de 2015

O conforto de estar só

         
                             
                                                     O conforto de estar só

De repente me vejo inquieta, sem paciência para o outro
Sem vontade de dividir meu espaço
Meu sossego
Minha paz.
É quando percebo que me acostumei a estar só
A não querer esperar por um convite, uma boa companhia ou tudo o que antes me fazia ter a ilusão de felicidade.
                                                             No conforto de estar só...
Termina a ansiedade, a angustia da espera por algo que nunca virá.
Acomodo a não discutir por algo que se esvazia no momento que perde o real sentido de existência.

                        No conforto de estar só...
Me  conecto com minha essência, eu comigo mesmo.
Não há conflito, não há mistério
Simplesmente estar bem, no meu marasmo e bem viver.

Me assusto ao constatar isso!
Será que há volta?
Será possível  transitar pela zona de conforto?
Não sei...
                                                                           O caos me rouba minha paz
                                                      minha pseudo liberdade!


Não quero ser invadida por algo que me causa palpitações descompensadas, taquicardia sem hora marcada, irritação por uma espera que nem sei  que nome dar...

E nem quero a apatia da não espera, da frieza de palavras sem sentido...pronunciadas na loucura vã de momentos criados para passar o tempo...

                                            Não me seduz palavras ao vento...

Será possível regatar os sonhos que deixamos perdidos na beira das estradas percorridas?

Hoje acordei pedindo aos céus que me conceda ainda a paciência de acreditar no amor, na companhia que nos complementa, no trabalho que transforma os dias em melhores momentos. 
Que o abraço seja acompanhado de uma grande energia boa, aquela boa energia que nos impulsiona a seguir adiante!

Que esse dito conforto seja transformado em mútuo respeito pelo jeito de ser de cada um, pela vontade do encontro e que também eu possa ainda, mais uma vez:

                           ABRAÇAR E ACOLHER O QUE ME FAZ SORRIR!

 Vou tentar segurar na mão ao invés de querer largar
 Vou tentar achar o sorriso perdido pelos cantos desse mundo que já passa de caduco...

                                  QUE EU CONSIGA  GRANDE DEUSA!



Um poeta e sua mãe

Maio ficou para traz mas não poderia deixar de registrar o presente mais sublime que recebi do meu poeta amado,  meu filho mais novo!  El...