quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Dor que teima em viver

                                         Afinal o que seria da vida sem a morte?
"Todos os homens são mortais" um livro escrito por  Simone de Beauvoir, fala sobre a necessidade da vida  nunca acabar, com um elixir da imortalidade, um personagem torna-se imortal e tem que conviver com o que ele perde na vida em séculos de existência...um livro que nos faz crer da importância de encerrar etapas, de terminar algo para poder novamente ter um outro começo...
Hoje me vi pensando no momento da minha vida, em que preciso mais uma vez encerrar uma fase, em que preciso enfrentar o luto da perda de algo que parecia grandioso mas que perdeu o sentido diante da decepção momentânea...é como se de repente você colocasse toda a sua energia na concretização de um desejo e as respostas que o universo te dão são sempre nebulosas e negativas, você então se vê perdendo energia, vitalidade e a cada morte diária uma lágrima que se perde e nunca mais voltará...até que um milagre acontece, algo faz com que você acorde e chute o balde do que era um sonho para bem longe! Dói perceber isso...dói por dentro, dói por fora!
É quando o sonho vira um pesadelo e você só precisa acordar e encarar que está tudo errado
Não dá para aceitar que tudo tem que ser com dor pois a vida é bela!
E realmente  nem tudo tem que ser dor!
Assim me vi conversando com um poeta que transita pelo espaço que convivo
Ele se livrando da dor da separação de seu par
Eu lembrando das minhas separações
Ele me convencendo que nem tudo são flores e que o ódio e a raiva destroem a beleza da vida
Eu lembrando que se existe ódio é por que ainda existe amor
Ele me falando da necessidade de evoluirmos trilhando caminhos de pedras, paus e pregos
Eu lembrando que essas pedras é que nos deixam fortes para prosseguir...
Prosseguimos trocando ideias, palavras, conforto...
Recebi seu poema que fez para registrar a marca da dor que lateja:
                                                 Dor viva

Ah! Mas essa dor da vida que me devora !

Poderia se curar com o passar do tempo

Mas o tempo me devora mais e mais

Nas manhãs cinzentas ela fica mais intensa

E ao anoitecer ela me traga

E aguardo que a vida me regurgite

Sem dor, Sem fome ou velhice!

Patric Adler

Bem devagar...devagarinho o tempo vai trazendo luz para essas dores, o tempo e o acalmar do espirito vai nos fazendo clarear o que antes era só um lugar escuro e triste...
De uma coisa temos certeza, o sol brilha a cada amanhecer do dia!
Que venha o novo tempo!



domingo, 8 de fevereiro de 2015

“ Não se esqueça de mim...não se esqueça de nós!”*


Era uma vez um moço que vendia suas mercadorias na rua,e uma moça que tinha uma loja. Todos os dias ele passava na porta da loja, um dia a moça o viu,observou-o e o achou parecido com alguém que ela conhecia, ficou impressionada e desejou conhecê-lo...tanto desejou que o conheceu, trocaram idéias, conversaram sobre a vida, sobre a morte, sobre tantas coisas que a moça  convidou-o para almoçar e tomar um café, tanto conversaram que a moça resolveu convidá-lo para trabalhar na sua loja alguns dias da semana e ele aceitou, a moça gostava do jeito de ser dele e das suas histórias, o moço vinha de longe, tinha atravessado o oceano e parte do continente para estar aqui, era um andarilho, um caminhante que fez seu caminho com muito suor e dores, a moça gostava de ouvi-lo e também de contar suas histórias, entre eles havia amizade e cumplicidade, muitas pensavam que fossem  um casal, mas nada havia entre eles a não ser um grande trabalho a fazer e muitas histórias a contar, tinha dias que a moça se encantava com sua disposição para o trabalho, outros ela se aborrecia pelas exigências que ele fazia e ela não podia atendê-lo. O moço trazia novas idéias, grandes planos, as vezes eram possíveis outros foram esquecido, por conta disso ele se zangava e batia a angustia, mas depois acalmava pois sabia que o tempo iria colocar tudo no seu devido lugar. Ambos sabiam e sentiam que não haviam se encontrado ao acaso, ela se sentia responsável por ele, e ele correspondia protegendo-a, cuidando para que tudo ocorresse da melhor forma...
Mas o moço sentia falta da rua, das pessoas, do seu momento de inteira solitude no seu labor e de produzir o seu sustento, nesses momentos ele saia fora e a moça  não  gostava dessa atitude...o tempo passou, a loja foi ficando com a cara do moço e da moça, mas ainda ele não estava feliz, assim a moça disse para ele que era melhor mesmo ele seguir seu caminho, ambos não podiam se responsabilizar tanto pela felicidade do outro, ele um ser do mundo, ela uma pessoa de raízes, pertenciam a mundos diferentes mas tinham  uma amizade a preservar, um respeito pelo jeito de ser de cada um em especial.
 A moça disse para ele “não se esqueça de mim...pois não esquecerei de você”, ela lembrou que o tempo que passou trabalhando com ele aprendeu muito, e ele agradeceu tudo que puderam fazer juntos e de como ela o acolheu.
Hoje a moça sente falta dele, mas sabe que a sua loja era uma gaiola para ele, hoje ela não sabe mais dele mas vai esperar sempre que ele apareça, pois juntos sempre dão risadas, contam histórias e passam o tempo como bons e grandes amigos...


            ( tela presenteada pelo artista EuMatheus, simbolizando o moço e a moça)
                                          * Música do compositor e cantor uruguaio Daniel Drexler.
                                     
                                      De todo esse tempo, ficaram muitas coisa mas na mochila só...
        Bjos !

QUE POSSAMOS APRENDER A SER AUSÊNCIA...A SILENCIAR!

Sempre penso que precisamos   silenciar o corpo e a mente para podermos organizar a vida, as emoções o pensamento, quando era criança costumava me isolar em lugares secretos para pensar, nem tinha ideia que aquele aquietar era que me permitia continuar em frente nas minhas atividades...Mas na vida corrida atual essa é  uma difícil tarefa, onde mal conseguimos ficar indiferente a tantos meios de comunicação, sempre há alguem para nos achar, para nos falar...e vamos acumulando problemas...assim me descubro podendo falar sobre esse tema ao ler o texto abaixo, escrito pela Fabíola Simões "A palavra é prata, o silêncio é Ouro".
Deixo-o aqui registrado para que possamos sempre valorizar e refletir sobre essa necessidade de escuta interior. Que possamos aprender a ser ausência.Que possamos nos voltar para dentro, como a lagarta que se fecha em uma rede, no estado de crisálida para depois alçar o voo como borboleta!



          "Sobre a dificuldade de silenciar, ou simplesmente ser silêncio..."

Quando eu era menina, minha mãe tinha aquele hábito do interior de dizer: "Moça boa não deve ser arroz doce de festa..." Era pra gente se resguardar, valorizar a imagem, não ser presença batida nos bailinhos, não ficar cansativa demais. Mas naquele tempo o perigo era ser enjoativa só no fim de semana; hoje a coisa debandou de vez: Toda hora no instagram, todo tempo no feed de notícias, cada segundo no whatsapp. Impossível fugir, difícil não ser encontrado, improvável desintoxicar.
A vida é barulhenta. Dentro ou fora de nós, nada se aquieta. Queremos nos comunicar, exigimos respostas na velocidade de super-hiper-mega bytes, contabilizamos "notificações", desejamos ser cutucados de volta. Sem perceber, desaprendemos a silenciar. Desaprendemos a suportar a voz que cala e sofremos com a falta de respostas. Desaprendemos a ser ausência.
De vez em quando é necessário ser silêncio. Habituar-se à própria presença, inteirar-se de sua solidão. Comunicar tudo sem dizer nada.
A gente vive certo porque errou um dia. E silencia quando entende que todas palavras foram ditas. Porque de vez em quando, aquilo que conserta é aquilo que cala ou ausenta. O nada que diz tudo. Quando o verbo é equívoco, o silêncio é corretivo.
Mas não pode ser um silêncio forçado. Daquele tipo que quer chamar a atenção. Tá cheio disso por aí... De gente que anuncia a saída. Que exclui um amigo por desconforto consigo próprio. Que usa o silêncio como arma, a fim de manipular o outro. Não é por aí; falo de silêncio pra serenizar a alma, proteger o espírito e encontrar o caminho de volta.
Preste atenção. Se você está cheio de barulho dentro de si, se seus pensamentos já não são mais seus e sim uma mistura daquilo que ouve, engole e não digere todos os dias; se seus sentimentos estão todos embaralhados e da boca só poderia sair desespero e desesperança, se seu amor-próprio ficou tão reduzido a ponto de só falar de suas carências, se tudo o que você quer é rastejar por mais uma chance, suplicar por mais uma mudança... então cale-se. Saia de cena e espaireça um pouco. Apenas respire... Conte até dez, tome um café, desligue o celular, não abra o laptop. Fácil não é. Qualquer nova escolha requer tempo para tornar-se hábito. E você precisa aprender a se resguardar. A diminuir o foco sobre si mesmo.
Porque são tempos difíceis. Todo mundo fala, todo mundo posta, todo mundo curte. Todo mundo aparece_ de frente, de perfil, de costas, sorrindo, triste, indignado. E então você percebe que ser #todomundo não é sua praia. E sente falta do tempo em que as coisas eram mais simples.
Suportar o próprio silêncio _ quando tudo o mais já foi dito_ e sair de cena pra vida continuar, é quase como curar-se de um vício. Mais ou menos como engolir o choro, do jeitinho que você fazia quando era pequeno e seu pai vinha com aquela: "Engole o choro!" lembra? Então você engolia e ele descia engasgado, duro dentro do peito.
O que seu pai queria é que você tivesse autocontrole, entende? E é isso que você precisa agora pra seguir em frente quando tudo o mais virou equívoco. No fundo, no fundo, o que a gente gostaria é que nosso silêncio fosse produtivo, que gerasse bons frutos (do jeito que a gente imagina serem "bons" os frutos...). Mas e se na verdade quem deveria mudar fosse você? E se o silêncio viesse pra lhe ensinar e não "comunicar" apenas aos outros?
Então anote: Autocontrole e silêncio. E se está difícil ter autocontrole, se sua vontade é pegar o telefone agora e discar aquele número fatídico, se sua mão coça de desejo de postar um álbum de fotos no facebook ou no instagram, se as mensagens não param de chegar no celular exigindo uma resposta... apenas respire. Respire e ore, respire e durma, respire e disque outro número, respire e desvie o foco.
Desaprendemos a seguir o conselho de nossas mães porque o mundo mudou. E de tanto desobedecer, nos tornamos reféns da ansiedade, do imediatismo, do "tudo ou nada", do "agora ou nunca". E agora precisamos de um aplicativo que nos salve de nós mesmos. Ontem descobri que já existe_ chama-se "Self-control". Ideia genial, diga-se de passagem. Porque no fim das contas, autocontrole é raridade. E contar com um aplicativo que faça como seu pai, que lhe mande "engolir o choro" e o ajude a reencontrar aquele que hoje se mistura ao #todomundo, é encontrar um tesouro. Procure, baixe, aprenda, use. Shhhhh... E Boa sorte!



domingo, 1 de fevereiro de 2015

Deter um instante...

             "Tanta a febre de deter o instante e sempre os rios a correrem (enchente ou vazante)" 
                                                                                                                    (Astrid Cabral)

O ano começou, forte e intenso como deve ser o correr dos dias.
Em meio a conflitos pude verificar o poder de deter o tempo com amor, conseguir apaziguar dores de um coração sofrido, fechar o balanço de um ano que foi severo nas esperas mal findadas, compartilhar um momento de pleno amor na boda de um filho querido...
Tomado o grande cálice de fôlego, plantar...
                                                   plantar...
plantar para colher o que não foi ainda  semeado...
No calor do verão, acolher quem chega no nosso Porto...acalentar quem precisa de atenção e carinho, cuidar da alma que verte água de dores antigas...assim seguimos no tempo e recebemos fevereiro!
Como um dia registrou sabiamente o nosso poeta  Carlos Drummond de Andrade...
                                                Saldo do mês de Janeiro
É preciso casar João,
é preciso suportar Antônio,
é preciso odiar Melquíades
é preciso substituir nós todos.
É preciso salvar o país,
é preciso crer em Deus,
é preciso pagar as dívidas,
é preciso comprar um rádio,
é preciso esquecer fulana.
É preciso estudar volapuque,
é preciso estar sempre bêbado,
é preciso ler Baudelaire,
é preciso colher as flores
de que rezam velhos autores.
É preciso viver com os homens
é preciso não assassiná-los,
é preciso ter mãos pálidas
e anunciar O FIM DO MUNDO.
Que no fim do mundo aja sempre um outro começo
Que nossa mãe das águas salgadas nos banhe com mais e mais força para o novo que chega e o velho que precisamos cuidar, seu mês é marcado pela renovação dos afetos e fortalecimento das relações...que sejam novos instantes de grandes conquistas...Vamos saudar Iemanjá!

sábado, 24 de janeiro de 2015

Tempo de mudanças...tempo de reflexões

Fechar um ciclo...encerrar um tempo, assim somos marcados ano após ano!
Curioso perceber que acumulamos esperanças de melhores dias assim que o ano finda, é como estar renovando votos e projetando mudanças...2014 foi um ano de muita luta, de plantar boas sementes para que deem frutos nos próximos anos...foi um ano de muitas mudanças, internas e externas, na alma e no coração, na mente e no corpo e para brindar esse ano que começa já a todo vapor uma bela poesia de Ledo Ivo que um dia Cota presenteou Migo...pra lembrar que nada como a passagem do tempo para marcar as necessárias transformações!


A mudança Mudo todas as horas. E o tempo, sem demora, muda mais do que fia.
Mudo mas permaneço bem longe das mudanças. Como uma flor, floresço. Sou pétala e esperança.
Mudo e sou sempre o mesmo, igual a um tiro a esmo. Como um rio que corre.
Sem sair de onde estou, de tanto mudar sou o que vive e o que morre. - Lêdo Ivo, in "Plenilúnio", 2004.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Alma...minha?


De quantas memórias nossa alma guarda?
Vidas passadas?
Vidas atuais?
Será esse acumulo que nos deixa tão fracos a ponto de querer desistir de mais uma vida?
E que alma é essa que prefere impedir da vida fluir?
Nascemos com uma missão
Será que sabemos disso?
Ou teremos que transitar muito para descobrir?
Trago uma alma que chora e se apavora
Diante das perdas, da rejeição, do encontro de uma alma aflita
Trago uma alma melancólica que silencia
Diante da decepção, da frustração, da miséria alheia.
Trago uma alma que tem medo e mil receios
Diante da maldade humana, da crueldade e frieza no viver.
Mas também trago uma alma inquieta,que se arrepia
Diante da emoção do olhar, da lembrança, do toque de amor.
Uma alma que insiste em acreditar
Nos dias de Sol
Nas noites de Luar
Nas almas boas
Na gente de bom coração.
Uma alma que insiste em criar
Nas nuvens de sonhos
Nos sorvetes de verão.
Uma alma que busca no outro
A emoção dos desejos
A construção de castelos encantados
E ainda
Na princesa que encontra seu par.

Será possível sobreviver com essa alma?

                                                                                                             ( Salvador, 16/10/2014)

domingo, 7 de setembro de 2014

Muitos anos de vida!

                              (Por do Sol na praia que nos conhecemos...F.Veloso)

Você faz aniversário e me faz lembrar de ti...
Da saudade... da despedida
Do olhar mareado pelo Oceano que nos une
                                                 que nos separa
Hoje é seu dia de celebrar
Hoje é meu dia de saudá-lo
Afinal um dia cruzamos caminhos
                     cruzamos histórias
                     cruzamos passado e presente
Mas quis o destino que seguíssemos caminhos contrários
E nos perdessemos
Nos achamos e já não nos encontramos
Passado tanto tempo... dias, meses, anos
Ficou uma lembrança boa "amor meu"
Um virginiano que ousou parar no meu caminho
Que parou e por muito tempo me guardou tão misteriosamente
Saiba que me fez feliz
E que marcou pra sempre minha rápida existência!
Te deixo fortes ventos...que eles tragam o frescor de bons tempos
Te deixo um "beijo bom"de doces momentos.


domingo, 17 de agosto de 2014

Tranquilidade? Quem não precisa?

É incrível a capacidade que algumas pessoas tem em tirar a tranquilidade do outro!
Cada ser para estar equilibrado é preciso navegar em torno do seu eixo e quando você está plenamente tranquilo colocando sentimentos, emoções, carências e imperfeições no lugar eis que um vento forte te arranca desse lugar...um vento capaz de te derrubar se você não tiver raízes fortes a te segurar...e o que são essas raízes? Entendo-as como sendo seus valores e convicções acerca da vida...enfim, da mesma forma que o vento vem ele vai embora e assim novamente firme você precisa colocar tudo em ordem novamente...esse é o caso das histórias de amor, elas acontecem de forma inesperada, bagunçam sua tranquilidade, em um instante são um oceano de puro deleite em outro lágrimas evaporadas de sofridão.
Escreveu Osho, todo caso de amor é perigoso, pois a pessoa precisa perder a si mesma.De certa distancia isso é perfeitamente bom. Os amantes pensam em tantas coisas que irão dizer quando encontrar seus amados, seus queridos. Mas, quando eles se encontram, de repente se tornam mudos. A proximidade cria uma mudança -- a mente tagarela não está mais tagarelando, e há um temor..." 
Mas felizmente o temor acaba quando enfrentamos nossos medos e receios...quando encaramos o outro e dizemos...você não pode tirar a minha paz! Não preciso me perder de mim mesmo para te ter!
Assim menino...preciso me recolher para ter a minha PAZ de volta!



domingo, 15 de junho de 2014

Outro Ciclo...outra fase!

De repente você se vê entrando em um outro ciclo, fechando fases que pareciam que não acabavam mais...
Junho CHEGOU com toda a força!
Com ele vem os santos juninos...Santo Antonio, São João e São Pedro.
Viva Ogun, que me trouxe o inesperado e desafiante desejo de começar algo novo!
Para registrar trago um texto que fui trabalhando durante o mês que passou...

                  Mudança de Ciclo

Um ciclo se encerra em meio a aprendizagens
Nesse tempo tive que superar o medo e a dificuldade.
O tempo passou, a estação mudou
E digeri toda as etapas emocionais.
De fato estive correndo no tempo
Olhando, observando, imaginando e sentindo.
Momentos que  me perdi da minha energia
E sonhei com um amor imaginário.
Estive completamente perdida
Em uma ilusão criada pela fantasia de palavras
Que estavam longe de ser uma atitude apropriada.
Fui fiel ao meu sentimento
Me apeguei a histeria e à melancolia
E tudo isso me causou muito ressentimento.
Na verdade ganhei muito com este aprendizado!
Paro, olho, respiro e medito...
Concluo que nesta armadilha não cairei mais
E se cair, não será com a mesma intensidade.
É que finalmente vivenciei este ciclo vicioso
Das paixões descabidas
Que nos tiram de nós mesmos
E nos prejudicam tanto. 

Queria porque queria ser amada,
Valorizada e principalmente reconhecida.


Vi o quanto estive apegada à infelicidade
Deixando passar momentos preciosos em minha vida.
Minha opção sempre fora o caminho do autoconhecimento

E sempre corri atrás de sentimentos reais...
Não encontrei...


Constato que nem todos estão aptos em ser verdadeiros
E me predispus a ser honesta para comigo mesma.
Não me engano, me entrego, me silencio e me afasto...
E definitivamente: SOU MAIS FELIZ ASSIM.

 
Mesmo que a minha felicidade 


Pareça uma infelicidade diante dos seus olhos.
É que finalmente estou diante da tão sonhada:
PAZ INTERIOR.
A solitude e a amorosidade estão enraizadas no meu coração
E por alguns minutos sinto o equilíbrio entre:
O cérebro, o coração e o instinto.
Estou completa e extasiada pelo amor que sinto por mim.


Assim chego com um novo gás
Queimarei nas fogueiras o que já se perdeu no tempo
E estarei mais atenta aos novos ventos que chegam com toda a sua força!
AXÉ!

domingo, 25 de maio de 2014

Mesmo em sonho...ir a Chocas!


Hoje também Cota sentiu muitas saudades  de Chocas...um lugar para se viver até o último suspiro...como ela gosta de sonhar e desejar, sonhou e desejou estar lá com Migo!
Onde está Migo?
Vamos Migo para Chocas?
Uma praia no Norte de Moçambique, na Província de Nampula...lugar de grande tranquilidade, onde até o vento tem preguiça de soprar...onde as conchas brilham tanto que você pensa que encontrou o tesouro de Ali Babá...
tomar banho nas águas do Indico e deitar sem tempo para ir na areia branca de  rara beleza...




                                   Tempo...tempo...tempo...assim vão se passando as histórias da vida, assim 
                                                         Cota percebe as tantas
                                                 viradas  que lhe aconteceram
                                                                     e de viradas em viradas...
Novas e fortes experiências...
Lá vai um tanto reflexiva...
Um desejo real perdura
Inalcançável e inatingível?
Só sentindo para saber
Gosto mesmo é de caminhar sozinha.
Já tentei mudar e me obriguei a ser diferente,



O resultado foi quase um acidente
Fato é que: não se muda uma essência.
Às vezes acontece um milagre
Nem sei,
Detesto que me decifrem,

me oprime, me causa aflição
Que me comparem
E que idealizem a minha felicidade.
O silêncio faz parte da minha vida
E gosto de ser assim...
Não acredito mais em grandes mudanças


Dar satisfações, ter horários a cumprir
E vínculos que aprisionam o compartilhar...
Quero ser eu e as minhas peraltices.
Hoje não quero nada!
Talvez aquietar as dores da alma,
Reverter o meu lado negro e emanar luz...
Não ansiarei pela outra metade,
Nem desejarei uma lista de expectativas.
Talvez esteja um tanto pessimista
E o peito esteja um pouco apertado.
Se é para desejar mudanças,


Que elas venham de mim.

Que esse grande amor que guardo comigo
Possa finalmente se expandir
Até ti...
E perder-se.

Amor tão grande


Dia de celebrar o nascimento do meu primeiro filho, há tempos atras, o melhor é nem contar...e só lembrar
do primeiro afago...
da troca de olhares 
                mãe e filho ao colo
das primeiras mamadas...(como doíam...onde estava a beleza de tal ato?)
fraldas, noites mal dormidas e um amor tão grande que não cabia em lugar algum...
assim foram os primeiros dias...os seguintes e lá se vai anos!
           Dan, com você aprendi a ser mulher, mãe, filha...
                       Obrigada por ter me escolhido entre tantos amores vir até nós!
           O estado é de 
                                 FELICIDADE 
                                                 a maior palavra de tão grande e eterno amor!

                  

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Ao retorno dos sorrisos

                                           "Existe uma Bruxa dentro de cada uma de nós."

Nestes dias de sorrisos e lágrimas, de beijos e despedidas, de libertação e frustração, de retornos e desencontros, de  futuros (in)certos...de um presente que insiste em querer voltar ao passado, busco por você que um dia me deu sua força de mago/feiticeiro...de amor e tantos cogumelos no jardim...
                                                                               de

Felizes Acasos
                                                           de
                                   Acasos nem tão felizes. 
                                                                          Alguns assustadores. 
                                                                                                  Felizes olhares, Abraços, saudades...



E a vida segue seu rumo, para correr por outras veredas.
                                                                                     Seguiremos...!

Dói. Ainda dói!

- Banho de sal Grosso,leituras de búzios, mapa astral, incenso de rosas e cravos, 
                                      abraços dos amigos... 
                                                                 E o retorno dos sorrisos.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

De quantas despedidas cabem um coração?


Um dia um adeus
Você indo embora
Quanta loucura
Te ver partindo
Chovia lá fora
A cidade se derretia
E você tentava me falar
Em um novo encontro
Sabia que aquele seria o ultimo
Findo sem fundo


Fiquei remando entre águas
Por dentro passava um oceano de lágrimas
Por fora mais tristeza lastimava
O tempo passou...
Passou
E nunca mais te vi
Te olhei
Te amei
Hoje um eco sem som
Foi o que sobrou
Daquele amor
Que nos fez jovens
Que nos fez sonhadores
E que deixou lembranças em algum lugar perdido da memória
Talvez quem sabe nas nossas caixas secretas
Quem sabe possamos abri-las um dia
E mostrar ao mundo
O que vivemos
Do quanto nos amamos
E o quanto sofremos por não podermos estar mais uma vez
Juntos!
Hoje... dia para lembrar...chorar...sorrir e se despedir de novo!
De quantas despedidas cabem num só coração?




terça-feira, 20 de maio de 2014

É o AMOR, e não a VIDA, o contrário da MORTE

Semana de falar de amor e liberdade, amor e desapego, amor e saudades...amor e despedidas!
                                                      Cota se despediu de Migo.
                                                                                      Migo não gostou,
                                                       Deixou Cota triste...
                                                                  Um dia aceitará o que ela lhe disse!
                                      Afinal sentir raiva faz parte da loucura da vida...
                                        Como escreveu a poetisa (Madalena Almeida Ribeiro):
"Você deve estar com raiva
 Louco foi quem não sentiu
 É normal querer vingar-se
 Mas o louco resistiu
 Transformou o que sentiu
 O bom não quer o mal do mau
 O bom quer bem a ambos
 Seja ele um louco dentro
 Ou fora do normal
  Mas enfim não é o final..."


                          Maio faz isso com muita gente, talvez por ser o mês consagrado aos enlaces
                          mês das noivas, mas também de Marias e de tantas Anas
                                                                                                        Mudanas
                         Mudanças sinalizadas no tempo das chuvas.
Início de frio nas bandas de cá, como também o mês que antecede o meu nascimento, enfim...nos deixa mais suscetíveis a buscar tanto entendimento e compreensão do que já trazemos dentro da gente e não sabemos...das mortes e vidas que passamos quando nos permitimos ir ao encontro do outro.

E como o universo nos traz sempre o que buscamos, me chegou esse trecho de um livro de Roberto Freire, "Coiote", escrito em 1986. Um diálogo de Rosário e Rudolf Flugel:
"Rirmos. Um riso tenso e angustiado. Simultaneamente nos achegamos mais ao foco da luz. Para isso tivemos de trançar nossas pernas, umas sobre as outras. A mancha vermelha ficou limitada ao pequeno losango que elas formavam.
- Eu tenho uma teoria sobre o amor, a vida e a morte. Se você me ajudar posso tentar explicá-la.
- Eu não tenho teoria alguma sobre o amor, a vida e a morte, Rosário. Gostaria de acreditar na sua.
- Cada pessoa precisa encontrar toda a capacidade de amar dentro de si mesma, sozinha.
- Então, o amor já está pronto, todo, dentro de nós mesmos.
- Quem não tem o controle de todo o seu potencial de amor, quando encontra alguém apenas parasita o amor do outro.
- E isso não é amor...
- Não, é o contrário do amor.
- Assim, um parasita o amor do outro, para completar o amor que está lhe faltando para viver.
A mancha ficou menor. Eu subi um pouco mais minhas pernas sobre as de Rosário, conforme a mancha diminuiu.
- Cada pessoa precisa encontrar toda a capacidade de viver em si mesma.
- Então, a vida está toda dentro de nós mesmos, sozinhos...
- Quem não tem o controle de todo o seu potencial de viver, quando encontra alguém parasita a vida do outro.
- E isso não é vida.
- Assim, um parasita a vida do outro, para completar a vida que está lhe faltando para morrer...
- Cada pessoa precisa encontrar toda a capacidade de morrer dentro de si mesma, sozinha...
- Então, a morte está toda dentro de nós mesmos...
- Quem não tem o controle de todo o seu potencial de morrer, quando encontra alguém, parasita a morte do outro.
- E isso não é morte...
- Não, é o contrário da morte. E o contrário da morte não é vida."

Chegando perto de fechar esse ciclo...a celebre frase que mexeu com toda a geração de 70:
                " É O AMOR, E NÃO A VIDA, O CONTRÁRIO DA MORTE."
Morremos de amor
Vivemos por amor
Por amor enlouquecemos
Sem amor esvaziamos
Por ele morremos
Por ele renascemos..e o ciclo?
É infindo!



segunda-feira, 19 de maio de 2014

Se aquietar segundo Osho


Nas minhas buscas encontrei a filosofia de vida de Osho, a qual me agarrei nos piores momentos da minha vida...com a qual aprendi a refletir e a entender sobre o desapego, sobre a importância de amar sem posse...sobre a necessidade que temos de introspecção e silêncio.
De aquietar a mente e o corpo para assim então poder seguir em frente. Nos cursos que fiz pude aprender um pouco sobre meditar andando, dançando, pulando, liberando a energia que nos acelera, desacelerando o que nos deixa insano diante do corre corre da vida...
Deixo assim para você um pouco do que aprendi e aprendo diariamente com as pessoas com quem eu convivo, partilho e acolho na minha vida...
 
Clarice Lispector já falava disso...nem tudo podemos entender...quando ficamos em busca de tanto entendimento sobre o que está fora deixamos de nos conhecer...de nos sentir. Uma boa prática para isso é reservar um tempo sozinho...
Só,  consigo mesmo.
" A capacidade de estar sozinho é a capacidade de amar. Isso pode parecer paradoxal, mas não é. Essa é uma verdade existencial: somente aquelas pessoas que são capazes de estar sozinhos são capazes de amar, de compartilhar, de ir profundamente ao cuidado da outra pessoa, sem reduzir o outro a uma coisa e sem se tornar viciado ao outro. Eles permitem que o outro seja absolutamente livre, porque eles sabem que se o outro partir, eles serão felizes como são agora. A felicidade deles não pode ser tirada pelo outro, porque não foi dada pelo outro." (Osho na Obra "Being in love").
É isso...nada fácil, mas possível. Posso assegurar que os resultados são maravilhosos!

domingo, 18 de maio de 2014

"Okumana" de Cota e Migo - 2



O tempo passou...foi imenso o vazio que Migo deixou na vida agitada de Cota, enquanto trabalhava em seus afazeres ela lembrava dos seus olhos, das suas mãos...e desejava tocá-lo de novo, não sabia como, mas desejava! Foi um tempo grande...dias e noites, perguntas infindas sem respostas.
De tanto desejar um dia Migo retornou, buscou seu abraço acolhedor e encontrou mais e mais desejo, desse encontro surgiu uma vontade grande de ficar juntos...Migo disse a Cota que fosse encontra-lo, ela se preparou em minutos para revê-lo, de repente o relógio havia parado para que só existisse o tempo deles.


Ela lhe trouxe de presente a bebida de Baco e a Saga de Odisseus, ele delicadeza e muita curiosidade!
Entre carícias, cheiros e carinhos os dois finalmente  puderam se ver,  tocar e se sentir...no céu havia estrelas a iluminar aquele instante de puro carinho e prazer, na terra odores apimentavam o que estava para acontecer...entre suores e algumas palavras um encontro tão esperado e desejado. A música estava dentro deles, a dança também...seus corpos se uniram por mais instantes e só havia mais e mais amor para ser explorado, acariciado, sentido.
Migo tinha perguntas para Cota. Ela queria sentir o olhar dele...ambos valsaram a valsa dos amantes, ambos se buscaram e desse baile puderam vivenciar o êxtase, a glória que é se permitir estar num encontro por inteiro.
Seus corpos tremeram e gemeram ao som de cada toque...foram embebidos por suspiros...entorpecidos pelo instante tão esperado!
Migo  despediu-se de Cota dizendo que só havia em sua memória aquele instante, nem passado nem futuro...que aquele era o presente a ser sentido!

Cota emocionada deixou-se partir envaidecida por tão doces palavras, sabia que seria eterno aquele único e verdadeiro encontro. Ela viveu-o com sua intensidade de mulher que sabe amar, se entregar e estar ciente de que só se sente isso poucas vezes na vida. Seu tempo anseia lembrar de cada instante.
Já o tempo de Migo ela não sabe, imagina, mas nem tudo que se imagina torna-se real, ou é real.
No seu interior guardará para sempre cada olhar, suspiro, toque.
Sentir assim é transpor a linha que separa a possibilidade de estar feliz ou infeliz, não existe a busca e sim o real presente vivido e usufruído.
Essa é uma história que termina onde poderia ser um novo começo...ao contrario do viveram felizes para sempre...melhor pensar que foram felizes no tempo que estiveram juntos!
Talvez  esse seja o grande segredo: deixar ir com tranquilidade o que nos fez bem e só lembrar da grande sensação sentida.
                     


                

,                                                              FLANANDO EM ESSEPÊ                                                           ...